E assim foi a Bienal de Quadrinhos de Curitiba

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Infelizmente chegou ao fim a Bienal de Quadrinhos de Curitiba, um evento fantástico repleto de discussões que por muitas vezes conseguiu atravessar a barreira “nerd”, usando o quadrinho como catalizador de temas sociais e políticos importantíssimos no cenário atual brasileiro.

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Desde o evento de lançamento, na Gibiteca da cidade, sabíamos que uma mudança significativa aconteceria a antiga GibiCon. Para começar, uma curadoria foi criada para dar uma cara nova ao evento e isso foi fundamental. Mais do que uma mudança de nome, o posicionamento da feira também foi reformulado, era nítido a consciência da organização em montar mesas de discussões pautadas em 3 frentes. A primeira, no palco do Teatro Kraide, reunia quadrinistas e editores de todos os tipos, para discutir os diferentes caminhos da profissão no país e no mundo. Aqui vale um destaque para o cuidado que a produção teve em traçar um caminho na linearidade dos painéis, começando com a cena local e posteriormente estendendo a discussão para o Brasil e até mesmo para as tendências de grandes editoras estrangeiras.

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Foi no palco do Cine Guarani que o evento mostrou o poder da inovação, sem medo de “colocar o dedo na ferida” a pauta contou com assuntos cruciais e extremamente atuais como inclusão, gêneros e feminismo. Debates inteligentes por pessoas influentes e que sentem na pele a importância da discussão e reflexão sobre esses temas. O destaque aqui, naturalmente vai para a presença de Laerte, um nome gigante tanto para os entusiastas da Nona Arte, como para aqueles que militam em prol destas grandes causas.

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A terceira frente do evento também foi uma grata surpresa, o Palco Ocupa, situado em uma grande tenda junto a vários estandes, além de levar as atrações para perto dos lojistas, também permitiu que estes dessem ideias para a programação daquele ambiente. A ideia contribuiu para que o evento como um todo ficasse mais dinâmico e movimentado.

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A Bienal de Quadrinhos de Curitiba é um vitória em todos os sentidos, a feira equilibrou e combinou com maestria discussões sociais e conteúdo “pop”, o cuidado com a organização dos espaços utilizados deixou a feira fluida, com boas acomodações destinadas aos artistas independente e grandes lojistas. Em uma conversa informal com uma das coordenadoras do evento, Luciana Falcon, ficou claro o esforço que foi preciso para levar a ideia do festival adiante, para um evento que quase não aconteceu o resultado final serve como um baita incentivo para as próximas edições. E que venham outras edições, Curitiba mal pode esperar pela próxima edição desta Bienal.

Não deixem de ler nossa cobertura completa da Bienal clicando aqui

Biografia do Autor

Thompsom Sigel

Pesquisador e consumidor assíduo da cultura pop, nerd, viciado em cinema, apaixonado por quadrinhos, maluco por musica e com uma longa bagagem cultural. Este sou eu, publicitário e criativo. Com a pretensão de trabalhar com aquilo que gosta e a sensação de ter escolhido a área certa para isso.

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