ESPECIAL ASSASSIN’S CREED

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Pois é, amiguinhos. Está estreando em terras brazucas Assassin’s Creed, uma das primeiras superproduções lançadas nesse 2017 que estará repleto de blockbusters. Amanhã a NerdNation trará a crítica completa do filme, e hoje tentaremos dar uma analisada no famoso “o que esperar” da obra.

Criada pela Ubisoft, a série Assassin’s Creed é uma das mais famosas no mundo dos videogames. Na sua premissa central, rola uma rivalidade nervosa entre duas sociedades secretas muito creed1antigas, os Templários e os Assassinos. Começando como um spin-off da série Prince of Persia e se inspirando legal no romance Alamut (de Vladimir Bartol), a série agora já conta com nove jogos principais, além de alguns secundários e outras mídias como HQs e livros.

A série é uma piração total, cocreed2ntar muito seria estragar a experiência dos jogos – e quiçá do filme. Mas basicamente temos a máquina Animus, que permite acessar memórias ancestrais. E o queridão Desmond Miles a utiliza em 2012 (onde começa a ordemcronológica do jogo) e acessa as memórias de alguns assassinos ao longo da história. O jogo têm uma pesquisa histórica intenscreed3a e já foi elogiado por sua precisão e criatividade nesse aspecto, já que vai se passando em diferentes épocas, o que exige mais pesquisa, veracidade e a criação de cenários cada vez mais variados. A jogabilidade e os gráficos também são pontos fortes do game.

 

O filme, então.

A história será inédita – apesar de se passar no mesmo Universo que os games, não terá relação direta com nenhum deles. Acredito que foi uma decisão acertada, e comentarei mais adiante o motivo de achar isso. Michael Fassbender interpreta Callum Lynch, descendente do assassino espanhol Aguilar – que viveu no século XV. Assim como o Desmond já citado, ele descobrirá ser descendente da sociedade de assassinos utilizando as memórias ancestrais, e aí vai aprendendo as técnicas do clã e o negócio vai descambar numa lokurage total. Alguns outros membros dessa creed5irmandade: Moussa (Michael Kenneth Williams), Nathan (Callum Turner), Lara (Coco König) e Emir (Mathias Verala). E temos a participação especial de Jeremy Irons como Alan Rikki, o chefão da Fundação Abstergo, onde os Templários atuam nos nossos dias. É para lá que Lynch vai, sem entender bulhufas. Na real o que a galerinha dos Templátios quer, especialmente Sofia Rikkin, filha do diretor e interpretada por Marion Cotillard, é descobrir o paradeiro da relíquia Maçã do Edén. Existe a suspeita que Aguilar foi o último a tê-la em mãos, e aí temos basicamente a trama que descambará para sequências muito loucas de ação pelas ruas das cidades – e isso é uma das coisas que esperamos!

O que mais esperamos?

Bom, pra começo de conversa, deve ser um fardo complicado adaptar um game para as telonas. Esse que vos escreve, por exemplo, não consegue entender como as pessoas comparam duas mídias e Artes completamente diferentes, mesmo que baseadas na mesma coisa. Dizer que “o livro do senhor dos anéis é melhor que o filme” pra mim não faz o menor sentido. O livro é bom? É ótimo. O filme é bom? É ótimo. Qual é melhor? Como comparar? São duas coisas diferentes, com linguagens diferentes. Se as duas se creed4sustentam por si só, é o que deve ser analisado. Obviamente num filme adaptações têm que ser feitas, afinal é outra dinâmica. Não consigo comparar coisas assim. Existe o livro 1984, um clássico de George Orwell. E existe o álbum musical 1984, baseado no livro, feito pelo sempre lóque Rick Wakeman. Como você vai comparar música com literatura? Não rola né. E pra mim é a mesma coisa que tentar fazer isso entre livros e filmes. Então esse negócio de “o que esperar” se torna meio estranho pra mim.

E estamos falando de fãs de games, uma galera fiel e exigente com os produtos que consome. O público gamer é inteligente e está sempre antenado com o que rola por aí, então imagino o peso que o diretor Justin Kurzel teve ao longo das filmagens. Tentar agradar tanto aos fãs do game quanto ao público geral que vai ao cinema ter contato com esse universo pela primeira vez não deve ter sido fácil. Por isso, inventar novos personagens foi, pra mim, uma boa decisão. Consegue introduzir o Universo e colocar gente nova no pedaço, sem comprometer os vários jogos já lançados – pois seria muito difícil o filme conseguir causar a mesma comoção de quemcreed7 passou centenas de horas explorando os mapas com aqueles personagens. Cairia naquele negócio – “o game é bem melhor que o filme” e talz.

Mesmo assim, esse público pode esperar toda a boa trama entre os Assassinos e os Templários, o uso do Animus (que pode levar quem o utiliza à loucura), muita pesquisa histórica, cenários grandiosos, a Lâmina Oculta, os saltos de fé e a galera correndo adoidada em cima das construções com ângulos que remetam aos do game, o que serão pontos positivos. Resta saber se os protagonistas irão convencer em seus papéis.

Minha aposta é que será um bom filme de açãocreed6, que deixará o púbico geral satisfeito até, talvez curioso em explorar mais a franquia em próximos filmes. Já o público gamer vai depender da expectativa que criar. Mas independente do que rolar, o certo é que ainda vai render bastante discussões e debates pelos mais diversos públicos nos fóruns virtuais mundo afora – e é isso o que torna a cultura pop algo tão especial.

Ótimo 2017 a todos!

Shalom!

Biografia do Autor

Marcel Cigano

Uma pessoa extremamente curiosa. Acredita que a cultura pop revela muito sobre o mundo que vivemos hoje em dia. É isso aí. See you space cowboy.

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