Assassinato no Expresso do Oriente – Crítica

110 Visualizações Deixe um comentário

1932, o pequeno Charles Augustus Lindbergh Jr dormia tranquilamente em seu berço, na casa de seus pais em Nova Jersey, quando repentinamente teve seu sono interrompido para viver um pesadelo do qual, infelizmente, não voltaria vivo. Assim começa a origem da história de Assassinato no Expresso do Oriente, famoso best-seller de Agatha Christie. Lamentavelmente a história é real, e inspirou uma das principais escritoras de suspense do mundo a escrever sua obra de ficção.

Assassinato no Expresso do Oriente conta a história do detetive Hercule Poirot (Kenneth Branagh), que ao embarcar de última hora no Expresso do Oriente acaba tendo que resolver um mistério que ronda o assassinato de um dos passageiros, Edward Ratchett (Johnny Depp). Todos os passageiros do expresso são suspeitos e Poirot, o melhor detetive do mundo, tem que montar o quebra cabeça que leva a solução do crime e, consequentemente, ao assassino de Ratchett, que, em uma estranha coincidência, tem a ver com o caso de um bebê sequestrado e assassinado anos atrás .

Na mais recente adaptação do clássico de Christie os fãs do livro não vão se decepcionar, tampouco aqueles que buscam um bom suspense de entretenimento. O filme já começa nos mostrando quem é Poirot, seu raciocínio rápido e atenção aos detalhes o levaram a ser o melhor detetive do mundo, mas, em busca de férias, ele acaba se metendo em um dos casos mais difíceis de sua vida.

Contando com um elenco estelar (Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Judi Dench, Penélope Cruz, Daisy Ridley Willem Dafoe), o longa tem um ritmo diferente do que estamos acostumados a ver nos filmes atuais, cheios de ação, com cenas e cortes rápidos. De fato, pouco se fala e muito se mostra, mas, Assassinato no Expresso do Oriente enche os olhos ao destacar todos os detalhes, por mais mínimos que sejam, da história. A começar pelo figurino, impecável, e pela direção de fotografia, que exercem uma aura de imersão durante todo o desenrolar da trama. Kenneth Branagh, que além de interpretar o protagonista também dirige o longa, corrobora com a atmosfera do filme ao nos presentear com ângulos de câmera diferentes. O destaque vai para a sequência de cenas que acompanhamos os personagens de cima, o que permite ter uma perspectiva única dos acontecimentos.

Com um elenco desses é claro que as atuações não deixariam a desejar, Josh Gad, por exemplo, nos mostra que vai muito além da comédia. Dando vida ao assistente de Ratchett, ele consegue passar todo o conflito e angústia que o personagem sofre ao ser confrontado por Poirot. Johnny Depp se sai muito bem em um papel sério, diferente de seus personagens caricatos, que estamos acostumados a ver nas telonas. Algo que talvez não agrade a todos é a atuação teatral de todo o elenco, beirando um pouco o exagero. Ao meu ver esse é mais um ponto que corrobora para o sucesso do filme, uma vez que os enlatados de Hollywood, embora muito bons, ás vezes enjoam.

Em tempos que todos os heróis usam capa, Hercule Poirot nos mostra que o estilo investigativo ainda funciona. Assassinato no Expresso do Oriente tem tudo para ser a grande franquia de sucesso da FOX, agradando tanto aos amantes das histórias investigativas tradicionais, quanto aos fãs de Christie, e bem como aos adeptos de um cinema mais no estilo britânico. Elementar, meu caro Watson, parece que a era de Christie chegou para ficar.

Biografia do Autor

Lakini Suryana

Fanática por Harry Potter, mas publicitária e fotógrafa de formação. Trabalho com comunicação e encontrei na escrita uma das maneiras de me expressar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *