Há limites para a magia na ficção?

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Magia. Uma palavra muito estimada pela humanidade desde que nos lembramos da nossa existência. Em tempos não tão modernos o homem sempre foi curioso acerca da magia, do ocultismo e do inexplicável, vários tentaram, e ainda tentam, decifrar a mágica.  Dessa forma, magia não poderia estar mais inserida na cultura pop atualmente.

Embora haja um certo divertimento e inocência ao sermos enganados por um mágico e sua cartola, é na magia do cinema, dos livros e dos quadrinhos que nos sentimos em êxtase. Mas há sempre uma pergunta que vem a mente quando falamos desse assunto: há limites para a magia?

Na cultura pop várias franquias famosas abordam o tema: Harry Potter, Senhor dos Anéis, Marvel e DC (sim, super-heróis e seus superpoderes também são um tipo de magia), etc. Nota-se que em todas essas citadas há sempre uma limitação, um objetivo a ser cumprido, que não é tão fácil assim de ser alcançado, mesmo com o uso da magia.

Isso acontece porque há limites e regras no uso da magia, mesmo em histórias de ficção fantástica. E, independentemente de qual será sua escolha, regras ou magia sem limites, primeiro é preciso aprender todas as normas para então quebrá-las com sucesso.

A própria J.K Rowling explicou uma vez:

“Para inventar o mundo dos magos tive que investir um tempo absurdo aprendendo sobre alquimia. Talvez a maior parte desse estudo eu nunca venha a usar nos meus livros, mas preciso conhecer em detalhes o que a mágica pode e não pode fazer, para que possa estabelecer os parâmetros e encontrar a lógica interna das histórias”.

Em Harry Potter, por exemplo, os bruxos usam varinhas para canalizar seus poderes e executarem os feitiços com maior precisão. O uso de magia sem uma varinha até é possível, embora raro, pois sua prática é volátil e extremamente difícil. Já o Superman, apesar de ser extremamente poderoso, encontra sua limitação na Kryptonita.

Uma velha conhecida é a regra de não usar magia para fazer alguém se apaixonar por você, isso parece ser unânime em qualquer universo mágico existente na cultura pop. Outra regra clara, além, é claro, de ser um tabu, é não trazer alguém de volta à vida. Mesmo na magia há consequências severas por ressuscitar os mortos.

“Regra número um: não posso matar ninguém…então não peça! Regra número dois: não posso fazer ninguém se apaixonar por você, lindão. Regra número três: não posso trazer ninguém de volta dos mortos… Não é uma imagem bonita, EU NÃO GOSTO DE FAZER!” – Gênio da Lâmpada, Aladdin.

Retratada das mais variadas formas em universos diferentes, a magia continuará presente por muito tempo na cultura pop. Grande parcela desse sucesso é fomentado pela nossa curiosidade e desejo de tentar decifrar o que nos parece coisa de outro mundo. Mas, se no mundo real há limites, a magia da ficção fantástica também não escapa disso.

“Magia. Qual o lance, hein? Me pergunto o que vocês estavam querendo quando entraram no jogo…É sempre algo. Algo específico que você acha que vale o risco. Dinheiro. Sexo. Vingança. Poder. Iluminação. Coxas Menores. Faz muito tempo para a maioria de vocês, eu sei. Talvez vocês nem se lembrem. Merda, talvez nem queiram. Mas eu vou lhes dizer algo de graça: No final das contas é sempre sobre a mesma coisa. É sempre sobre entropia.  Sim, entropia. O universo está desmoronando. Coisas estragam. Você não pode pedir algo sem nada em troca. É como Deus disse a Adão quando o chutou para fora do paraíso: “agora você tem que trabalhar para viver”. Então hoje nós empurramos e puxamos e suamos. Damos uma porrada de energia em troca de quase nada. A terceira Lei da Termodinâmica, certo? Aquela que todos amamos odiar. Mas com magia é diferente…Olhe para este vinho. Como ele chegou aqui? Uvas tiveram que ser esmagadas. Camponeses tiveram que ralar. Muito esforço, muita energia. E uma vez que você o beba, acabou. Quando as coisas desmoronam, elas não se recolocam no lugar sozinhas…Mas se você pede a um demônio que lhe traga um bom vinho – ou melhorá-lo com um feitiço – bom, você está trapaceando, não está? É de graça. Sem uvas. Sem camponeses. Sem entropia”.

John Constantine , edição 215. R.S.V.P, por Mike Carey

Biografia do Autor

Lakini Suryana

Fanática por Harry Potter, mas publicitária e fotógrafa de formação. Trabalho com comunicação e encontrei na escrita uma das maneiras de me expressar.

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