World of Warcraft – A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça

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Na época do Halloween lendas e histórias aterrorizantes começam a ser contadas pelo mundo a fora. Mas, de todas as histórias, há uma que intriga alguns jogadores de World of Warcfrat, afinal quem seria o Cavaleiro sem Cabeça? Quem é esse ser que ofende a todos com frases rimadas?

A história do, até então, paladino, chamado Sir Thomas Thomson começa antes da queda de Lordaeron. A Segunda Guerra havia acabado e era o ano 20 no cronograma de Warcraft. Mesmo os Orcs tendo se livrado do campo de concentração em que haviam sido presos, outras coisas preocupavam os humanos.

Uma nova praga levou o povo de Lordaeron a ruína, um flagelo terrível formado por um exército de mortos-vivos. Esse exército contaminou a Terra e matou qualquer um que estivesse em seu caminho.

Sir Thomas era um dos cavaleiros do Punho de prata e lutou ao lado de Uther, O Arauto da Luz, enquanto o príncipe Arthas Menethil investigava a origem de tal praga. Arthas acabou ordenando o expurgo de Stratholme ao que Sir Thomas e Uther se opuseram, deixando o príncipe o realizar por conta própria.

Uma aldeia foi o local onde aconteceu a primeira tragédia na vida de Sir Thomas. O local estava com poucos suprimentos e um carregamento de grãos foi enviado por Baron Rivendare, um homem rico e da nobreza, mas que era visto por Sir Tomas como um homem bom e generoso, sempre partilhando suas riquezas com os menos favorecidos. Mas Rivendare tinha motivos obscuros.

Ao cair da noite a aldeia foi transformada e milhares de pessoas morreram, se levantando como novos membros mortos-vivos do flagelo. Sir Thomas lutou bravamente, mas se sentiu culpado por não ter percebido as intenções de Rivendare antes.

Ao voltar para casa Sir Thomas foi avisado de que o Príncipe Arthas havia matado seu próprio pai, o Rei Terenas Menethil II, mas essa história nós, jogadores, conhecemos bem, não é? Ao ser indagado por seus filhos o porque do príncipe ter feito isso com o pai, Sir Thomas simples e com rimas sobre como Arthas teria, na verdade, lutado para salvar seu pai.

Ao receber a notícia de que Uther, o Arauto da Luz, e maior paladino de Azeroth e da Ordem do Punho de Prata, havia caído pelas mãos do príncipe Arthas e a Scourge, assim como o resto da cidade de Andorhal, Sir Thomas pediu que sua esposa e filhos fossem com ele até Kalimdor, junto dele e de Jaina Proudmoore.

Sir Thomas voltou para o Punho de Prata e lutou sob o comando de Alexandros Mograine, durante quatro anos, até a morte do homem, também pelas mãos de seu próprio filho. Com a queda de Mograine a Ordem do Punho de Prata também caiu, e a ascensão de uma nova ordem, a ordem Scarlet Crusade, que queria limpar os -mortos-vivos da Terra.

Mas, com o passar dos anos e o crescimento da Scarlet Crusade, os assassinatos começaram a ser feitos a sangue frio, e várias pessoas inocentes morreram no meio do caminho. Sir Thomas questionou esse método, sentia-se enganado, e ele já havia sido enganado tantas vezes na vida, mas ao ser respondido que aquelas pessoas já eram mortos-vivos, só não haviam percebido ainda, Sir Thomas obedeceu e continuou matando. Sem perceber que isso o tornava igual a Arthas, anos atrás, quando o mesmo ordenou o expurgo de Stratholme.

 

Durante um novo ataque da Scarlet Crusade em uma aldeia declarada para ser mais um grupo que seria transformado pela Scourge, embora os aldeões fossem saudáveis, Sir Thomas continuou a matar. Mas ele percebeu tarde demais que havia matado sua própria filha.

A esposa e os filhos de Sir Thomas não haviam ido para Kalimdor com os outros sobreviventes, como ele pedira, ao invés disso decidiram ficar perto de Lordaeron e perto de seu marido e os filhos de seu pai. Sir Thomas havia matados todos a sangue frio, bem como os outros membros da Scarlet Crusade.

Ele implorou perdão a luz, mas essa não foi misericordiosa com ele, e Sir Thomas acabou perdendo-se completamente no luto. Ao voltar para a Scarlet Crusade eel ficou isolado em seus aposentos, e ao invés de choro, o que ouviam-se eram gritos, risos e ruídos desumanos, todos eles rimados.

O cruzado Dathrohan tentou ajudar Sir Thomas durante as festas de Halloween, pedindo para ele jogar um ramo no homem de palha, assim, teoricamente, as tristezas, amores antigos e novos ódios eram queimados. Voltando a lutar com um frenesi quase selgavem, Sir Thomas foi responsável por muitas mortes de mortos-vivos. Mas, ao matar os próprios membros da Scarlet Crusade, a ordem viu que Sir Thomas tinha virado um homem completamente louco.

Sendo assim, a Scarlet Crusade ordenou a decapitação de seu próprio membro e assim o corpo do outrora valente paladino foi levado ao Mosteiro Scarlet. Mesmo assim o grande cruzado Dathrohan disse que iria preparar o corpo de Sir Thomas para que fosse queimado, em honra por ele ter sido um herói do Punho de Prata.

O corpo de Sir Thomas não foi queimado pelo fogo, mas sim pela energia vil correndo por suas veias com Balnazzar reanimando seu cadáver. Balnazzar havia tomado ao longo dos anos o corpo do Grande Cruzado, e era o verdadeiro líder da Scarlet Crusade. Dathrohan era apenas mais um fantoche que Balnazzar poderia utilizar para causar estragos ao Lich King, e a própria humanidade.

 

Sir Thomas viveu uma vida repleta de erros, mas isso não foi suficiente, Balnazzar trouxe Sir Thomas dos mortos novamente, dando-lhe forças para realizar seus atos demoníacos, como também a morte daqueles que Balnazzar pretendia erradicar.

Desde esse fatídico dia o cadáver de Sir Thomas Thomsom cavalga pelos céus de Azeroth, queimando edifícios, erradicando ameaças e amedrontando vilarejos da Aliança e da Horda.

Em vida ele confiou em muita gente e perdeu quase todos que eram importantes para ele. Em morte Sir Thomas é um homem completamente louco e que não percebe que já morreu, para ele continua a lutar contra o flagelo e todos são mortos-vivos.

Em World of Warcraft o personagem foi inserido em 2007 para comemorar o evento que faz referência ao Halloween, a chamada, Noturnália.

Então, partiu matar o Cavaleiro sem Cabeça?

Biografia do Autor

Lakini Suryana

Fanática por Harry Potter, mas publicitária e fotógrafa de formação. Trabalho com comunicação e encontrei na escrita uma das maneiras de me expressar.

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