Os Defensores – Crítica

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Finalmente estreou na madrugada do dia 18, última sexta-feira, Os Defensores. Fruto da rica parceria entre Marvel e Netflix, a série reuniu Demolidor (Charlie Cox), Jessica Jones (Krysten Ritter), Luke Cage (Mike Colter) e Punho de Ferro (Finn Jones), todos contra a maléfica organização do Tentáculo.

Logo de inicio vale ressaltar a diferença gráfica e visual da série. Usando e abusando das diferentes palhetas de cores que remetem a cada um dos heróis, a série encanta logo de cara em fugir do “simples” que seria repetir a formula visual de seu produto de maior sucesso, que é Demolidor, e aposta em algo totalmente novo, exclusivo para uma série única.

O roteiro não deixa a desejar, todos já esperavam o grupo reunido contra o Tentáculo, entidade diretamente ligada a pelo menos 2 dos 4 heróis. Mas o interessante é descobrir como vilão se infiltra na vida de cada um. Em pouco episódios, a história estabelece que Punho de Ferro, permanece investigando o sumiço de K’un-Lun, enquanto Matt Murdock tenta abandonar sua vida “noturna”, Luke Cage volta da prisão e Jessica Jones tenta se manter afastada de problemas. Não demora até que os 4 sejam levados a uma investigação de culmina na mesma empresa. A conhecida Fórmula Marvel, aqui ganha uma nova cara, apesar da necessidade em enfrentar um vilão que parece invencível, a união não a prioridade a principio o que gera muita briga e discussão antes da formação dos Defensores.

A série tem 8 capítulos, ponto positivo, não é difícil notar que mesmo com apenas 13 episódios, as aventuras individuais anteriores, tiveram seu nível de enrolação. O mesmo já não acontece em Os Defensores, aqui a história vai direto ao ponto, e toda ação leva a alguma consequência seja ela positiva ou não. A interação entre os heróis também irá agradar os fãs dos quadrinhos, que logo nos primeiros 3 episódios tem um gostinho do que poderia ser um programa dedicado aos Heróis de Aluguel. Danny Rand e Luke Cage já mostram desde o inicio que a parceria alí rende bons frutos e ótimas cenas de ação. O mesmo não acontece tanto com Jessica Jones, já que nuca ficou claro os limites de seus poderes, algumas cenas da heroína podem soar uma solução “tirada da cartola”. Por outro lado, Demolidor, segue sendo o personagem principal, com direito a toda uma história de fundo, um arco próprio que já planta sementes para o futuro.

Para aqueles que conheceram estes heróis através das séries da Netflix, não sairão decepcionados, pois o roteiro ainda tenta arrumar algumas negligências anteriores como o amadurecimento do Punho de Ferro, e até mesmo um foco para Jessica Jones. Já os fãs dos quadrinhos, pode enxergar algumas falhas nas construções dos personagens, mas não saíram decepcionados com o caminhão de referências contidas na série.

Para uma primeira experiencia a Netflix mostrou competência criação de seu “microverso compartilhado”, alinhando estruturas e chegando a um lugar comum. Resta saber o que o futuro reserva para as próximas temporadas.

Biografia do Autor

Thompsom Sigel

Pesquisador e consumidor assíduo da cultura pop, nerd, viciado em cinema, apaixonado por quadrinhos, maluco por musica e com uma longa bagagem cultural. Este sou eu, publicitário e criativo. Com a pretensão de trabalhar com aquilo que gosta e a sensação de ter escolhido a área certa para isso.

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