Stranger Things 2ª Temporada – Crítica

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Quando lançada, ainda em 2016, certamente ninguém tinha ideia que Stranger Things seria esse fenômeno que é hoje. Bebendo, sem nenhum pudor, da quase inesgotável fonte dos anos 80, a série trouxe um ar nostálgico que encantou milhares de fãs ao redor do mundo.

Em seu segundo ano, Stranger Things supera expectativas expandindo sua mitologia e reinventando a formula que deu tão certo em seu primeiro ano.

A série continua exatamente um ano após os eventos que levaram Will (Noah Shcnapp) ao desconhecido Mundo Invertido. Apesar de ainda sofrer, tendo várias visões do outro mundo, o garoto tenta ter uma vida normal com seus amigos. Os dias passam e descobrimos que essas visões mostram na verdade um terrível plano de uma nova criatura, que coloca em perigo toda a cidade de Hawkins. Com o intuito de dar um ar crível a temporada, os Irmãos Duffer, preferiram assumir que todos os acontecimentos do ano anterior foram acobertados pelo governo, e seus participantes tiveram de assinar contratos de confidencialidade. Fato que “move” parte do elenco, que não aceita manter a história em segredo.

Talvez o maior destaque deste segundo ano vai para o tratamento da história, A primeira vista, superficialmente, nada parece estar muito diferente do ano anterior, mas é quando avançamos na trama que vemos o diferencial. Começando pela “bagunçada” nos núcleos, se antes a história contava com 3 grupos (adultos, adolescentes e crianças)  investigando o desaparecimento do garoto, agora esses grupos se misturam, chegando a criar uma ligação muito divertida entre Dustin (Gatten Matarazzo) e Steve (Joe Keery), que por sua vez encarda de vez o papel de bom moço. Outra boa novidade vem das novas aquisições do elenco, com Sean Austin, interpretando Bob, novo namorando de Joyce (Winona Ryder), mãe do Will, que traz várias referências conhecidas instantaneamente pelos fãs de Goonies, e Sadie Sink , a nova integrante do grupo, que interpreta a durona Max. Grandes personagens com uma importância vital para o enredo e até mesmo para o desenvolvimento geral da trama.

Algo que pode dividir opiniões, é o papel da Eleven (Millie Bobby Brown)nisso tudo. Desta vez, separada do grupo por um bom tempo, a protagonista vive uma jornada de auto descobrimento. Algo que pode não agradar todos os fãs que esperavam ver a personagem um pouco menos ingenua.

Se a séria apresenta algum ponto negativo, este fica por conta do ritmo inicial. Justificado em sua primeira temporada, que tratava de colocar um sortido elenco, cada peça em seu lugar, aqui a trama só demora a desenrolar. Mesmo que o perigo seja naturalmente maior que o anterior, a história cria momentos descartáveis, dando atenção a certos fatos que não tem peso algum para o enredo. Mas, assim como em seu ano anterior, nada que atinja o expectador, ou que comprometa o resultado final.

Stranger Things consegue pelo segundo ano seguido, algo, que pelo menos eu considero incrível, que é fazer com que a audiência realmente se envolva e sinta falta dos protagonistas. Uma série que consegue trabalhar desta forma com seu público é realmente raro. Um sucesso estrondoso e justificado que, para a alegria dos fãs, se mantêm em seu segundo ano.

Que a renovação para a terceira temporada venha logo, e que a Netflix não nos deixe muito tempo longe dos perigos do Mundo Invertido.

Biografia do Autor

Thompsom Sigel

Pesquisador e consumidor assíduo da cultura pop, nerd, viciado em cinema, apaixonado por quadrinhos, maluco por musica e com uma longa bagagem cultural. Este sou eu, publicitário e criativo. Com a pretensão de trabalhar com aquilo que gosta e a sensação de ter escolhido a área certa para isso.

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